Maré V reúne três curtas angolanas sobre memória, resistência e transformação feminina
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O Festival de Cinema Maré regressa para a sua quinta edição entre os dias 28 e 30 de maio de 2026, reafirmando-se como um espaço de encontro, reflexão e celebração da cinematografia dos países de língua portuguesa. Realizado tradicionalmente no mês em que se assinala o Dia Mundial da Língua Portuguesa.
Ao longo de três dias, o público terá acesso a uma programação dedicada à diversidade estética, social e política do cinema contemporâneo produzido em países de língua portuguesa, com destaque para obras independentes, curtas-metragens, documentários e filmes que colocam em evidência novas vozes e narrativas muitas vezes ausentes dos circuitos comerciais.
Nesta quinta edição, o festival apresenta o conjunto de curtas-metragens Maré V, formado por três produções angolanas que abordam temas como memória, igualdade de género, resistência e transformação social. As obras oferecem diferentes olhares sobre a experiência feminina em Angola e revelam a força de um cinema comprometido com questões humanas e históricas profundamente atuais.
O documentário “Um Sopro no Quintal” (2021), realizado por Gretel Marín, acompanha histórias de mulheres que passam por processos de conscientização sobre os seus direitos fundamentais, refletindo sobre igualdade de género e emancipação feminina no contexto angolano.
Já “Vou mudar a cozinha” (2022), de Ondjaki, propõe uma narrativa poética e intimista sobre memória, guerra e identidade. Através das reflexões de uma mulher durante uma noite chuvosa, o filme revisita traumas, afetos e silêncios que permanecem vivos mesmo após o fim dos conflitos.
Encerrando o programa, “Joia” (2023), realizado por Jonathan Samukange, apresenta um drama inspirado em acontecimentos reais, acompanhando a trajetória de uma jovem angolana cuja coragem e esperança se tornam essenciais para enfrentar os impactos da guerra na província de Benguela.
Mais do que uma mostra cinematográfica, o Festival Maré consolida-se como uma plataforma de circulação cultural e valorização da língua portuguesa enquanto espaço de criação, memória e resistência artística. A quinta edição reforça o compromisso do festival com a promoção de obras que ampliam perspectivas, aproximam culturas e estimulam reflexões sobre o presente e o futuro das sociedades lusófonas.
