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Saiba sobre Angola

Angola


O PAÍS, HISTORIA E LIMITES GEOGRÁFICOS


A República de Angola tem uma área de 1.246.700 km˛ e situa-se na costa ocidental da África austral. Conquistou a sua independęncia a 11 de Novembro de 1975.O país divide-se em 18 províncias e tem como capital a cidade de Luanda. Com uma extensăo de 4.837 km, as suas fronteiras terrestres localizam-se a norte da província de Cabinda com o Congo Brazzaville, a norte e leste com a República Democrática do Congo (ex-Zaíre), a leste com a Zâmbia e ao sul com a Namíbia.

Angola tem uma costa de 1.650 km banhada pelo Oceano Atlântico. Os seus principais portos săo Luanda, Lobito e Namibe. O ponto mais alto do país é o montanha de Moco (2.620 m), localizada na Província do Huambo. Com uma rede hidrográfica privilegiada ao nível do continente, Angola tem como principais rios o Kwanza, o Zaire, o Cunene e o Cubango.
A moeda nacional de Angola é o Kwanza (Kz).
O número estimado de habitantes em 1995 era de 11 milhőes, com previsăo de chegar a 16 milhőes em 2010. O censo de 1995 indica que a populaçăo era composta de 49,3% de homens e 50,7% de mulheres. Desse total, 32% da populaçăo vivia em áreas urbanas e 53% eram economicamente activos. Estimava-se, em 1995, que Luanda tinha cerca de 3 milhőes de habitantes.

A língua oficial é o Portuguęs, mas Angola tem várias línguas nacionais, como o umbundo, kimbundo, kikongo, chokwe, mbunda, luvale, nhanheca, gangela e o xikuanyama.
A populaçăo é predominantemente cristă, e a religiăo católica é a mais difundida. Conforme indicaçőes da Agęncia Nacional para o Investimento Privado - ANIP, é muito vantajoso investir em Angola. Veja os detalhes no website www.investinangola.org.

RAZŐES PARA INVESTIR EM ANGOLA: ESTABILIDADE ECONÓMICA E MILITAR


Quem antes conhecia Angola, descobre hoje um novo país. Mais dinâmico e seguro, com estabilidade política, militar e económica, Angola está a viver o momento mais próspero de toda a sua história. A guerra faz parte do passado. Em apenas 3 anos, o país reorganizou-se para dar início ao seu processo de reconstruçăo.

Luanda, a capital de Angola, reúne as características de uma cidade com grande potencial de desenvolvimento. A construçăo civil merece destaque dentro deste novo contexto sócio-económico. Inúmeros edifícios estăo a ser erguidos em vários pontos da capital e outras cidades do País. Restaurantes e bares estăo a servir os mais variados e sofisticados pratos da culinária nacional e internacional. Diversos produtos alimentícios e electrónicos já săo encontrados no comércio de Luanda. As províncias do extenso território nacional angolano também estăo a desenvolver-se, ampliando a infra-estrutura necessária para construir uma forte naçăo.

O Presidente da República de Angola é o cidadão José Eduardo dos Santos, do MPLA. A moeda está a ganhar força, dia após dia, incentivando o hábito de consumo entre as populaçőes angolana e estrangeira que vivem na capital e nas províncias. A estabilidade política e económica abriu novas e excelentes oportunidades para se investir no país. Em síntese, todos os aspectos social, económico e político săo favoráveis ao progresso.

É assim que Angola apresenta a sua nova realidade ao mundo: todos a trabalhar hoje, para todos crescerem juntos amanhă.

História de Angola - A dura luta pela paz

Angola foi a última colónia portuguesa a tornar-se independente. Os angolanos lutaram durante 14 anos contra o colonialismo portuguęs. O 11 de Novembro ficou marcado na história de Angola, pois foi nesta data que os angolanos conquistaram a sua independęncia. O país viveu duros momentos de uma guerra fratricida que durou até ao primeiro trimestre de 2002. A UNITA,cujo líder morreu a 22 de Fevereiro de 2002, tornou-se no maior factor de degradação humana em Angola, levando a fome e o terror a milhares de civis por todo o País.

Dos tręs movimentos nacionalistas que lutavam pela libertaçăo do país - o Movimento Popular para Libertaçăo de Angola (MPLA), a Uniăo Nacional pela Libertaçăo Total de Angola (UNITA), esta dirigida por Jonas Savimbi, e a Frente Nacional de Libertaçăo de Angola (FNLA) -, somente o primeiro foi considerado pela Organizaçăo da Unidade Africana (OUA), em Novembro de 1964, com capacidade para combater o colonialismo portuguęs e assumir o poder no país. De facto, o MPLA foi o primeiro e mais actuante movimento a ser organizado em Angola. A OUA reconheceu a legitimidade do governo de Agostinho Neto, que declarou a independęncia e assumiu a presidęncia do país.

Mesmo assim, a FNLA e a UNITA iniciaram uma sangrenta guerra contra o MPLA. Apoiados por alguns países africanos e por grandes potęncias mundiais, esses movimentos justificavam as suas atitudes com o pretexto de estarem a combater a orientaçăo socialista do MPLA.

Vários encontros que pretendiam retomar as negociações foram realizados sob os auspícios das Nações Unidas: Namibe, no sul de Angola, em 1992; em Addis Abeba, na Etiópia, entre Janeiro e Março de 1993; e em Abidjan, na Costa do Marfim, em Abril e Maio de 1993. Todos fracassaram devido à intransigência dos negociadores da UNITA. Após a retomada dos contactos na cidade do Namibe, a UNITA atacou o Uíge, no norte do país. Em Addis Abeba, a UNITA abandonou a mesa de negociações e iniciou um ataque ao Huambo.

Em Abidjan, seis semanas de negociações foram desperdiçadas quando a UNITA se recusou a assinar um acordo com 38 pontos, que o governo angolano já havia aceite. Nesse último caso, a UNITA exigia que tropas da ONU entrassem em acção enquanto os exércitos
da UNITA e as FAA se acantonariam. E isso ia totalmente contra as várias resoluções das Nações Unidas que determinaram, após as eleições de 1992, a retirada das tropas da UNITA dos territórios ocupados. A Guerra recrudesce ainda mais.

Lusaka foi a terceira grande cimeira mediada pelas Nações Unidas na busca pela paz.

No dia 20 de Novembro de 1994, após vários meses de difíceis negociações, o então ministro das Relações Exteriores de Angola, Venâncio de Moura, e o então secretário-geral da UNITA, Eugénio Manuvakola, assinaram o Protocolo de Lusaka, na Zâmbia, que retomava pontos básicos do Acordo de Bicesse. Havia a esperança de que este novo acordo traria a paz definitiva, devido a algumas boas razões: a Guerra Fria tinha terminado, e o mundo começava a voltar-se mais para a defesa dos direitos humanos. E, principalmente porque, em Maio de 1993, os EUA, na figura do presidente Bill Clinton, finalmente, reconheceram o Governo de Angola. Mais que reparar a injustiça de seus antecessores, o presidente norte-americano tinha o objectivo de esvaziar qualquer conotação política que pudesse haver nos actos terroristas da UNITA.
Entre outras coisas, o Protocolo de Lusaka previa a criação de um governo de reconciliação nacional, reiterava a necessidade de desmobilização das forças militares de ambos os lados e, igualmente, a entrega às autoridades governamentais das áreas controladas pela UNITA.

Apesar dos esforços das Nações Unidas, novamente pouco saiu como previsto, a começar pela desmobilização das tropas. As FAA reduziram o seu efectivo para apenas 70 mil homens, mas a UNITA continuava relutante em integrar seus homens no exército único.

A Paz chega a Angola

Com a morte do líder dos guerrilheiros, contactos exploratórios tiveram início, no Luena, Moxico, entre as forças residuais da UNITA e as FAA, processo que culminou com a assinatura, a 4 de Abril de 2002, de um Protocolo de Entendimento entre as partes. Em 29 do mesmo męs e ano, era assinado, em Luanda, o documento que punha fim á guerra em Angola e abria as portas para a reconstruçăo do país, a reconciliaçăo de todos os angolanos e a reinserçăo social daqueles que, no passado, nada mais souberam fazer do que a guerra.

O acantonamento das tropas da UNITA, a absorçăo de parte delas no exército nacional, o reassentamento da populaçăo deslocada nos seus locais de origem, bem como o enquadramento social dos antigos guerrilheiros săo as principais tarefas que o governo angolano priorizou, a par da reconstruçăo das infra-estruturas económicas e sociais destruídas durante a guerra. Tarefa que, dada a sua amplitude, exigem todo o esforço suplementar de parte de todos os angolanos, para além do concurso da comunidade internacional, dadas as avultadas somas de dinheiro que exigem.

Assim, em tempos de paz, a luta dos angolanos é a de reconstruir o país económica e socialmente e colocar Angola no lugar que bem merece, tanto em África como no Mundo.

(fonte Angop)



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