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Angola revê crescimento do PIB na ordem de 5,1 porcento

Angola revê crescimento do PIB na ordem de 5,1 porcento


O Produto Interno Bruto (PIB) de Angola para este ano poderá registar um crescimento na ordem de 5,1 porcento, contra 7 porcento, anunciados anteriormente, informou hoje, em Luanda, o ministro da Economia Abrahão Gourgel.
Ao falar na abertura do Fórum Económico Angola/Bélgica, o ministro salientou que a estabilidade financeira existente no país é resultado da disciplina orçamental, do aumento das receitas públicas, uma ampla reforma fiscal, o que permite ao Estado executar o OGE com saldos globais superavitários e um total controlo da dívida pública, estimada em 30 porcento do PIB.
Disse que a disciplina fiscal, associada a uma política monetária de estabilidade, permitiu também, através do controlo da procura global, reduzir a inflação anual de forma consistente desde 2002, para menos de 10 porcento em 2012, que aconteceu sem sacrifício do crescimento, uma vez que foi sempre assegurada a liquidez necessária para as transacções na economia real.
De acordo com o ministro, com a superação das dificuldades decorrentes da crise financeira mundial de 2008, foi possível voltar assegurar a estabilidade cambial.
Segundo Abrahão Gourgel, no sector externo da economia realizou-se a recuperação das reservas internacionais líquidas, que subiram de 12 mil milhões de dólares no final de 2009, no top da crise mundial para 35 mil milhões em Maio de 2013, o que representa quase oito meses de importações e cerca de 30 porcento do PIB.
Em termos comparativos com alguns países emergentes, salientou que a relação entre as reservas internacionais líquidas e o produto é de por exemplo 15,5 porcento para o Brasil, 15,1 para Índia e 14 porcento para África do Sul, em quanto que Angola está em 30 porcento.
Enfatizou que os resultados da gestão macroeconómica com êxito, nomeadamente na superação dos impactos da crise mundial, foram publicamente reconhecidos pelas organizações internacionais com destaque o Fundo Monetário Internacional (FMI).
“Assim desde 2011, as nossas perspectivas são de retoma de crescimento apesar das incertezas ainda presente da economia mundial”, avançou.
O crescimento mais rápido dos países emergentes e de outros países em desenvolvimento, assim como ainda lenta mais gradual, recuperação da economia americana, permitiu também alguma recuperação no comércio internacional, factor que tem beneficiado Angola, particularmente no sector dos petróleos.
Noutra vertente, Abrahão Gourgel disse que Angola dispõe de muitas oportunidades e riquezas a serem exploradas, mas até alguns anos atrás existiam alguns obstáculos aos investimentos, nomeadamente no sector privado, por insuficiência de estratégias e políticas públicas focadas no desenvolvimento económico sustentado.


Fonte : ANGOP

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